terça-feira, 1 de maio de 2012

INTERROGATÓRIO

No curso "Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade", nosso grupo foi convidado a desenvolver uma produção textual, explorando o gênero discursivo do INTERROGATÓRIO. A partir de elementos/situações previamente apresentados, cada componente do grupo elaborou um texto e estamos compartilhando no blog do grupo: ESCRIVÃO: Presumo que o Senhor saiba por que foi chamado para depor? DEPOENTE: Sim, segundo a notificação que recebi, devo apresentar elementos que possam esclarecer a situação ocorrida em nosso prédio, na semana anterior, no que diz respeito ao corpo encontrado por lá. ESCRIVÃO: Pois bem, inicialmente, gostaria de colher dados de identificação para que constem na qualificação de seu depoimento, tais como: nome, RG, data de nascimento, filiação, endereço, profissão e telefone. DEPOENTE: Certamente, peço que o Senhor retire já os apontamentos a partir de meu documento de identidade. Quanto ao endereço, resido na Av. Brasil, nº 100 / apartamento 25, 2º andar – Bairro da Esperança. Trabalho, atualmente, como professor e meu telefone residencial é 2759-3827. ESCRIVÃO: Muito bem. Qual a primeira situação de que o Senhor se recorda daquele dia em que o corpo foi encontrado? DEPOENTE: Geralmente, costumo acordar quando toca o despertador do meu celular. Mas, naquele dia, acordei com uma campainha insistente. Não estava certo de ser em meu apartamento ou no do vizinho. Assim, fiz breve higiene matinal e corri até a porta. ESCRIVÃO: O Senhor saberia precisar as horas em que a campainha tocou? DEPOENTE: Devia ser por volta das 5 horas da madrugada, pois logo em seguida meu celular fez o toque de despertar. ESCRIVÃO: Sei. O Senhor disse que correu até a porta. O que viu, então? DEPOENTE: Logo que abri a porta, vi um caído e não havia mais ninguém no corredor. ESCRIVÃO: O Senhor reconheceu de quem se tratava? Procurou fazer o quê? DEPOENTE: Nunca tinha visto aquela pessoa. De imediato, toquei de leve no corpo e observei que estava frio e rígido, imaginando, assim, que seria um cadáver. Por isso, resolvi ligar imediatamente para a polícia e informar que havia um homem morto na porta de meu apartamento. ESCRIVÃO: Há algum detalhe que tenha chamado mais atenção logo que o Senhor avistou o corpo? DEPOENTE: Sim, a feição de dor estampada no rosto e uma marca, no pescoço, que parecia de estrangulamento. ESCRIVÃO: Bem, agradeço pelas informações prestadas. Peço que assine o termo de depoimento e que esteja à disposição caso ainda necessitemos de maiores esclarecimentos. (Texto elaborado por André Luiz do Nasc. Ramos)

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